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Você sente a energia das pessoas? Veja por que perceber é só metade da história

Se você costuma captar a energia de pessoas e ambientes e levá-la consigo para casa, talvez seja forte em um dos lados da sensibilidade energética e ainda esteja desenvolvendo o outro.

Uma mulher e um homem saindo de uma capela, cada um envolto em um campo de energia visível

Imagine dois amigos, Clara e Daniel, saindo do mesmo velório em uma tarde cinzenta.

Clara sentiu no instante em que entrou na capela: um peso se instalando no peito, uma tristeza que parecia maior do que a dela. Percebeu a tensão entre dois primos antes que alguém dissesse uma palavra. Sentiu qual canto da sala estava frio e qual estava tranquilo. Quando a cerimônia terminou, estava exausta.

Daniel, ao lado dela, sentiu muito pouco. Estava triste pela família, é claro, mas o ambiente em si não lhe dizia nada de especial. Se alguém lhe perguntasse se ele era uma pessoa sensitiva, ele riria e diria que não.

Naquela noite, a diferença entre os dois ficou ainda mais clara.

Clara chegou em casa e não conseguia se livrar daquele peso. Fez um chá, tomou banho, tentou ler. Nada adiantou. O que sentia não era exatamente dela. Ela havia absorvido a energia pesada do ambiente, e essa energia a acompanhou até em casa, como um casaco que ela não conseguia tirar. Por fim, fez o que sempre fazia: foi dormir cedo, na esperança de que o sono levasse tudo embora.

Daniel, por sua vez, tinha notado um leve aperto em si mesmo no caminho de volta. Não era nada demais. Mas, anos antes, por curiosidade, ele havia aprendido uma prática simples para trabalhar com a própria energia, e a fez quase sem pensar. Poucos minutos depois, já se sentia ele mesmo outra vez. Preparou o jantar e ligou para a irmã.

Qual dos dois é mais sensitivo?

A maioria das pessoas diria Clara. E, em certo sentido, estaria certa. Clara tem uma capacidade notável de percepção. As informações chegam a ela com facilidade, pelo corpo, pelas emoções e pela atmosfera de um lugar. Ela nota conscientemente o que os outros não percebem. Muitas pessoas que se consideram empatas se reconhecem nesse lado da percepção.

Mas Daniel tem algo que Clara ainda não desenvolveu: a capacidade de controle, ou seja, de fazer algo com a própria energia. De se estabilizar, de eliminar o que não lhe pertence, para não continuar absorvendo a energia dos outros, e de mudar o próprio estado deliberadamente, em vez de esperar que o tempo ou o sono façam isso por ele.

Ambas são expressões do parapsiquismo, a capacidade natural, presente em todos nós em algum grau, de interagir com as energias e com as dimensões não físicas da vida. E as duas importam. O dom de Clara, sem a capacidade de agir, faz com que ela carregue o peso de cada ambiente em que entra. A estabilidade de Daniel, sem uma percepção mais refinada, pode fazê-lo deixar passar sinais que poderiam orientá-lo. É um pouco como a diferença entre enxergar bem a estrada e saber conduzir o carro. Para viajar bem, é preciso ter as duas coisas.

O que aprendi, ao longo de muitos anos acompanhando pessoas neste trabalho, é que a maioria de nós tende naturalmente para um dos lados. Nenhum é melhor que o outro. Cada pessoa tem um modo próprio de perceber e de responder, e compreender o seu padrão de sensibilidade energética é muito mais útil do que qualquer regra geral sobre quem é ou não sensitivo.

Aprendendo a liberar energias que não são suas

Alguns meses depois, Clara perguntou a Daniel como ele sempre parecia se recuperar tão rápido. Ele mostrou o que fazia. No início, aquilo lhe pareceu estranho, quase simples demais. Mas, na vez seguinte em que entrou em um ambiente pesado, ela percebeu o peso chegar e, dessa vez, não se limitou a carregá-lo. Fez algo a respeito.

A percepção dela não diminuiu. Apenas deixou de lhe custar tanto.

Você se parece mais com Clara ou com Daniel? Uma reflexão simples

Pense na última vez em que entrou em um lugar que parecia carregado, tenso ou triste. Você percebeu logo, talvez antes mesmo de entender por quê? A sensação continuou com você muito tempo depois de sair dali?

Ou pense na última vez em que perdeu o equilíbrio. Conseguiu mudar o seu estado ainda naquela situação ou, na maioria das vezes, esperou que passasse?

Se a história de Clara lhe parece familiar, a percepção provavelmente é o seu lado mais forte. Se você se reconheceu em Daniel, é provável que tenha uma facilidade natural para o controle. Muitas pessoas são uma combinação dos dois, com um lado mais desenvolvido do que o outro, e é justamente isso que torna essa observação tão valiosa.

O ideal seria termos um equilíbrio perfeito, mas, em geral, um dos lados é mais forte em cada um de nós. Por isso, gostaria que você guardasse uma ideia: conheça-se, Viva a Sua Verdade e lembre-se de que é possível desenvolver os dois. A percepção e o controle podem ser treinados como qualquer outra habilidade.

Uma das técnicas que desenvolvi para isso é a OLVE®, uma prática que ajuda você a limpar e equilibrar a sua energia e a ter um controle mais consciente sobre ela. Se quiser experimentá-la, você pode praticar a OLVE® com o meu vídeo introdutório guiado e gratuito.

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